Saiba mais sobre tudo que rola no mundo da pecuária!
Publicado em 13/05/2026
Por: Guilherme Faria Costa
Estimados leitores, como têm passado? Há tempos não escrevo, acabei me dedicando a outros temas e me distanciei de algo que gosto muito de fazer, ESCREVER, assim como, também diminuí outro hábito que tenho em muito valor, LER. Acredito fortemente, e cada vez mais, que as pessoas e os bons profissionais devam ter esses hábitos em suas vidas, o de ler e estudar constantemente, de evoluir cultural e intelectualmente.
Quando comecei a escrever minhas colunas em março de 2020, no início da pandemia, havia proposto a trazer temas sobre a Bovinocultura, tais como, curiosidades, raças, novidades, pontos de vista técnicos, etc. Com o tempo também pensei ser importante abordar assuntos que sejam, talvez, mais conceituais, tanto no aspecto abstrato quanto teórico, que provoquem reflexões – ainda que mínimas – a partir daquilo que escrevo.
O tema gado, muito se associa à cultura geral e o vejo sempre como interdisciplinar. Aqueles que me conhecem, sempre me veem relacionando diversos assuntos com o gado, penso que assim algo que é imaterial acaba ganhando forma e tangibilidade, tornando-se mais factível.
Essa interdisciplinaridade vem de diferentes áreas da zootecnia até aquelas que não parecem nada correlatas, como linguagem, história, geografia – uma vez que, querendo ou não, tudo mantém um elo com o ser humano. Acredito, primeiramente, que essa intenção se dá pela leitura, a escrita vem depois. A leitura, não diretamente ligada ao gado, mas à zootecnia, é interessante por trazer complementos e pontos de vista mais incomuns dentro do meio. Se num primeiro momento se apresentam como impossíveis, por não se comunicarem tão bem e cotidianamente, ou em primeira impressão, por serem discrepantes, logo depois se mostram complementares.
Essas condições fazem com que pensemos de forma diferente, e assim experimentemos a necessidade de participar das coisas, conhecer gente nova, novos países, novas culturas, gerando uma reação em cadeia e auto catalítica, ou seja, quanto mais aprendemos mais queremos aprender. Da Vinci escreveu sabiamente: “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende."
Escrevendo para aqueles que não podem ir a determinados lugares, se traz a vivência, a experiência ou uma centelha de vontade que possa desencadear algo novo, de participar e se inteirar. Acredito que provocar boas ideias, brio e bons valores, seja pertinente; o incômodo por sair da zona de conforto é sempre salutar.
Citei algumas vezes no texto o hábito de participar, vejo que isso decorre de quando se faz algo que se gosta e se dá valor, sempre por aquilo ter sido ou ser importante. O que isso tem a ver com leitura e escrita, com estudar e com gado? Bem, para mim, tem muito a ver. Estudar incute em ler, e adquirir conhecimento reflete em se tornar melhor no que se faz, no caso trabalhar com gado e com zootecnia; a escrita já é uma forma de participação, divulgação e propagação de ideias, mas participar pode ir muito além disso, pode ser fazendo parte de um conselho, de uma diretoria, de um grupo de estudos, de uma associação.
Pois bem meus amigos, já findando esse artigo, com o intuito da retomada da BovinoCULTURA, deixo aqui a provocação: leiam, escrevam (se gostarem), participem, “falamos como aqueles com quem falamos”, reflexões são importantes de serem feitas e é dali que partem bons começos e recomeços. Um abraço e até outra hora!